De tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê, não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo o dia, sem ver. Parece fácil, mas não é.
O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver... Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que um adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que raramente vê o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher.
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
Logo abaixo, mais alguns modelos de broches, que podem ser usados em blusa, casaco, bolsa, cachecol...
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Uma ótima noite!
Beijo,
Andreia.
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